Após polêmicas, Aquarius estreia nos cinemas do Brasil






















 

Com os gêneros de drama e suspense, Aquarius é um filme franco-brasileiro, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho. Teve sua primeira exibição mundial no Festival de Cannes em maio desse ano e foi a única produção latino-amaricana selecionada,  concorrendo à Palma de Ouro, premiação máxima da competição. No fim do mês, já tinha distribuição confirmada para mais de cinquenta países.
Sua primeira sessão no Brasil ocorreu em 20 de agosto, no Cine-Teatro São Luiz, em Pernambuco, para um público de 500 pessoas. Seis dias depois, foi apresentado na 44ª edição do Festival de Gramado, fora da competição oficial.
Durante o tapete vermelho de sua primeira exibição, no Festival de Cannes, a equipe de Aquarius — entre eles o diretor Kleber Mendonça Filho e a protagonista Sônia Braga — mostrou cartazes em inglês e francês com os dizeres “Um golpe está acontecendo no Brasil”, “54 milhões de votos foram queimados” e “Dilma, vamos resistir com você” em protesto contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Em sua conta oficial no Twitter, Rousseff agradeceu o apoio de todos. O protesto causou polêmica imediata nas redes sociais e alguns internautas a favor do impeachment chegaram a organizar um boicote ao filme.

Em agosto de 2016, Aquarius recebeu do Ministério da Justiça brasileiro uma classificação indicativa de 18 anos, sob alegação de que o material contém “situação sexual complexa”. A distribuidora Vitrine Filmes tentou reverter a decisão por meio de recurso, salientando que nos mais de sessenta países nos quais o longa-metragem será distribuído, apenas no Brasil ele recebeu a classificação máxima. O recurso foi negado; segundo a decisão oficial, o pedido de “reconsideração” da classificação do filme para “não recomendado para menores de 16 anos” foi indeferido pois este apresenta “sexo explícito e drogas”, não cumprindo os critérios da faixa etária sugerida pela Vitrine Filmes.
A classificação 18 anos poderia restringir o público do filme, tendo em vista que número expressivo dos pagantes nos cinemas brasileiros possuem idade entre 15 e 19 anos, por exemplo.[36] Nos dias seguintes à divulgação da notícia, surgiram diversos protestos nas redes sociais e comentários nos veículos de mídia nacional e internacional, com alguns questionando a decisão e vendo-a como represália por parte do então governo interino aos artistas que protestaram, em Cannes, contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff.[38][39][40][41] A elevada classificação foi questionada pelo diretor Mendonça Filho, que argumentou que outras produções recentes com teor sexual muito maior ou com fortes cenas de violência receberam uma indicação mais branda. Por fim, no dia da estreia de Aquarius, o Ministério da Justiça voltou atrás e optou por uma classificação 16 anos.
fonte: (wikipedia)
SINOPSE
Clara, 65 anos, mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, Recife. Jornalista e escritora, viúva e mãe de três filhos adultos, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que quer ver o Aquarius demolido para dar lugar a um novo empreendimento. Dona do seu passado, presente e futuro, Clara irá encontrar nesse conflito uma energia nova e incomum na sua vida.

OPINIÕES SOBRE O FILME
REINALDO AZEVEDO, colunista da revista VEJA
“Assim que o filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, estrear no Brasil, as pessoas com vergonha na cara e amor à verdade têm uma obrigação: boicotá-lo.Não que faça grande diferença. A nossa grana pra fazer o filme, o tal Kleber já pegou. A sua obra levou a bufunfa do BNDES e da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco. Boa parte dos que se dizem artistas no Brasil vive do capilé que não compra o feijão dos pobres — se é que me entendem.”
CRÍTICOS INTERNACIONAIS
“‘Aquarius’ é uma meditação perspicaz sobre a transitoriedade desnecessária de um local e como o espaço físico suprime nossa identidade. Festivais aclamarão, embora distribuidores, infelizmente, possam se sentir cautelosos sobre o tempo de execução do longa [tem duas horas e 25 minutos]”, escreve Jay Weissberg, da revista “Variety”.
De certa forma, o filme pode ser visto como uma metáfora do Brasil, com nepotismo, corrupção e cinismo em seus mais altos escalões”. “O filme não termina da maneira esperada e talvez nem termine de fato”, escreveu o críticoPeter Bradshaw, do jornal britânico The Guardian.
GUSTAVO FERNANDO, crítico de cinema
“Aquarius é uma obra delicada e que exalta a memória dos seus personagens, assim como a de Recife, terra natal do diretor. O filme consegue hipnotizar o seu espectador com ótimos diálogos, um roteiro muito bem desenvolvido e atuações fantásticas.”
KLEBER MENDONÇA FILHO 
“Tivemos 9 dias indescritíveis no FESTIVAL DE CANNES apresentando AQUARIUS em première mundial e em competição. Prêmios não são matemáticos, por mais que a imprensa, a crítica e cinéfilos defendam seus filmes amados. Fica uma experiência intensa de repercussão, imprensa espetacular, discussão emotiva e política em torno do filme e do Brasil, do amor e da história.” – Kleber Mendonça Filho, diretor do filme.
SONIA BRAGA
“É um filme sobre amor. Sobre o amor de uma mulher pela cidade, pela família. E acho que isso cria certa polêmica. Porque na realidade a política é invisível no filme. A política no filme é sobre os direitos de uma cidadã” – Sonia Braga, atriz.

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